Conferência Científica da Covid-19

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O impacto da comunicação na resposta a covid-19 em Moçambique foi o temas que guiou o debate do segundo painel da Conferência Científica sobre a Covid-19 no país, organizada pelo Instituto Nacional de Saúde, e que teve como oradores, Rufino Gujamo, director de Formação e Comunicação em Saúde no INS, Anabela Massingue (Sociedade do Notícias), Micaela Rodrigues (PSI) e Jaime Fernandes (IPSOS), com a moderação de Teresa Cruz e Silva da Universidade Eduardo Mondlane.

Para iniciar o debate, Teresa Cruz e Silva disse que a construção de uma base de dados para a saúde é fundamental para orientar o governo a desenhar as políticas estratégicas de Saúde, facto que torna relevante manter a relação entre a saúde e a informação no contexto das epidemias.

Em sua apresentação, Rufino Gujamo levou ao debate o trabalho de pesquisa MozPulse, que indica que a resposta à Covid-19 tem a comunicação e a informação como um dos pilares importantes para o combate da pandemia. 

O trabalho ora discutido visava, acima de tudo, avaliar até que ponto as pessoas têm conhecimentos essenciais sobre a doença e dentre as várias conclusões, o orador destacou que os cenários urbanos de baixa renda são os mais críticos, daí haver Necessidade de uma componente específica na estratégia de comunicação. 

Paralela a isso, vê a necessidade de aumentar o conhecimento sobre os sintomas e particularmente sobre os comportamentos para a melhoria da saúde, bem como dos mecanismos de partilha de informações sobre a doença e aprimorar os canais existentes 

Micaela Rodrigues (PSI), falando sobre o trabalho relacionado com as atitudes e práticas sobre a Covid-19, disse que o estudo foi uma oportunidade para avaliar se as medidas de prevenção estão correctamente aplicadas e referiu que a informação sobre a covid-19 chega aos diferentes estratos da sociedade, porém realçou que o nível de compreensão é relativamente diferente. A oradora esclareceu que quanto maior for a faixa etária, menor é o conhecimento sobre a covid-19

Por sua vez, Jaime Fernandes (IPSOS), fazendo uma relação com o estudo desenvolvido pela IPSOS, com o objectivo de fornecer subsídios às medidas de prevenção da covid-19, disse que a pesquisa demonstra que maior parte da população estudada tem conhecimentos relevantes sobre a COvid-19 e existe uma clara percepção por parte da população entrevistada. Contudo, avançou haver necessidade de balancear entre os riscos a saúde e as medidas económicas.

Fazendo avaliação das acções dos jornalistas na prevenção da Covid-19, Anabela Massingue disse que com o estado de emergência, muitas instituições ficaram literalmente paradas, o que criou uma série de dificuldades para o trabalho jornalístico, uma vez que as fontes de informação ficam inactivas e consequentemente todas as atenções ficaram viradas a Covid-19. Este facto demonstrou-se bastante desafiador.

Por: Portal do Governo.