RENAMO denucia perseguição dos seus membros em Sofala

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A Renamo, através de uma conferência de imprensa, que decorreu nesta quinta-feira, na cidade da Beira, orientada pelo Secretário-geral desta formação política, André Magibire, denunciou alegadas perseguições dos seus membros e antigos guerrilheiros, nos distritos de Gorongosa, Dondo, Búzi e Chibabava, província de Sofala, num momento em que esta em curso o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração, das forças residuais da perdiz, no âmbito do processo de pacificação do país.

André Magibire que não avançou o número exacto dos membros do seu partido e antigos guerrilheiros, que teriam sido alegadamente molestados, sequestrados e assassinados supostamente por elementos das Forças de Defesa e Segurança, adiantou que “o clima de insegurança que os quadros da Renamo vivem em Sofala é bastante preocupante.

“Desloquei-me aos distritos de Nhamatanda e Gorongosa e os nossos membros não hesitaram em afirmar que elementos que se identificam como sendo das Forças de Defesa e Segurança, raptam, maltratam e até assassinam os apoiantes da Renamo. Por conta desta situação, alguns dos nossos membros, a procura de segurança foram se entregar a Frelimo”, declarou André Magibire.

Magibire lamentou a situação e lembrou que no passado dia 4 de Junho foi retomado o processo de DDR, facto que para ele entra em contraste “com a actuação das Forças de Defesa e Segurança.

Muitos dos nossos combatentes que estão a beneficiar do DDR são residentes nas zonas onde os nossos quadros estão a ser perseguidos. Pedidos encarecidamente que sejam observadas as leis. Qua não haja perseguição de ninguém, porque se há perseguição dos militares, ou seja dos nossos desmobilizados, nós na qualidade de dirigentes não sabemos que tipo de reacções teremos por parte deles. Apelamos que as Forcas de Defesa e Segurança trabalhem com isenção e transparência”.

Entretanto Magibire indicou na mesma conferência de imprensa que no passado dia 15 deste mês, teria orientado o delegado Político provincial do seu partido a manter encontros em separado com os dirigentes da província de Sofala e o comandante provincial da Policia da Republica de Moçambique, no sentido de solucionar o problema. Magibire não avançou os resultados destes encontros.

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