Governo pretende reforçar medidas de prevenção da COVID-19

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O Governo diz estar preocupado com o incumprimento das medidas de prevenção da COVID-19 e promete endurece-las na próxima semana caso não haja mudanças. O Executivo faz a promessa porque, no seu entender, muitas medidas que anunciou estão a ser ignoradas pela população. Por isso, na sessão ordinária do Conselho de Ministros de hoje, avisou que poderá reforçar as medidas como forma de evitar novas contaminações pela doença.

“Esta sessão olhou com muita preocupação a questão da não observância da quarentena, o não encerramento de alguns estabelecimentos, a não observância do distanciamento social imposto, situação que leva a que ao longo da próxima semana, em função da evolução que se constatar, tenha de ser feita outra tipologia de análise visando a tomada de outro tipo de medidas, visando inverter o cenário”, referiu o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suazi.

O Conselho de Ministros também decidiu fixar em 30 por cento o subsídio de risco para alguns profissionais da Saúde como forma de reconhecimento do trabalho difícil prestado por eles, que neste momento se encontram na linha da frente no combate da pandemia da COVID-19.

“O decreto pretende rever o subsídio de risco atribuído aos profissionais da Saúde do Serviço Nacional de Saúde e as áreas afim que trabalham em situações excepcionais ou em situações de grande incidência endêmica ou epidémica e as que envolvem exposição ao raio X, substâncias radioactivas e tóxicas para minimizar o desgaste físico e psicológico causados pela constante exposição aos riscos biológicos, que leva ao desenvolvimento a doenças infecto-contagiosas como HIV, tuberculose pulmonar, hepatite, lesões musculo-esquelécticas e doenças cancerígenas”, detalhou Filimão Suazi.

O decreto abrange profissionais enquadrados na carreira de saúde de regime especial diferenciado e não diferenciado, nas carreiras de regime geral, motoristas de ambulâncias, serventes, maqueiros, profissionais de carreira de regime geral específico afectos a unidades laboratoriais e de investigação em Saúde.

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