Agente da PRM mata esposa e suicida-se em Maputo

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Homem mata esposa e depois suicida-se na Matola, província de Maputo no sul do país. O facto ocorreu depois duma briga que começou alegadamente porque a enteada de 12 anos não lavou o carro, o que enfureceu o padrasto que depois da briga com a mulher pegou na arma disparou para a esposa e de seguida para si. O casal deixa uma filha de três anos de idade.

Numa fotografia cedida pela família é possível ver o casal Tânia Neves e Júlio Matsinhe felizes depois de contrair o matrimónio a 25 de Junho de 2016. Ambos morreram na noite de 6 de Junho de 2020 nas vésperas de completar quatro anos de casados.

Na fatídica noite, último sábado, o casal completava duas semanas depois de mudar para casa própria no bairro Mali, Município da Matola onde ocorreu o crime. O casal vivia em brigas constantes devido a alegados ciúmes do Júlio Matsinhe, segundo contou a filha da malograda.
O homem que era agente da PRM mandou a enteada para lavar o seu carro, ela não o fez porque segundo contou à reportagem de “O País” não havia água na torneira e no tanque, o que não convenceu ao padrasto tendo este partido para discussão e agressão à esposa.

Durante a luta entre o casal o agente da polícia tirou a pistola alvejou a esposa e de seguida suicidou-se. A filha de 12 anos diz estar traumatizada.

“A briga começou porque eu não lavei o carro. Eu vi quando meu pai tirou pistola e apontou para minha mãe, eu ouvi quando a minha mãe gritou, fomos a correr pedir ajuda e a polícia veio e fez questões para mim. Os meus pais desde o dia do casamento discutiram no carro, meu pai disse que tinha que terminar o casamento porque não ia dar certo”, contou a menina que falava entre soluços e lágrimas, totalmente abalada com a tragédia que abalou a sua família.

Stélio Neves, irmão da mulher conta ainda que foram várias as vezes que sentaram para resolver problemas do casal, mas não esperava um fim trágico.

“Depois de eles estarem relacionados dum jeito muito bonito recordo-me de umas duas ou três vezes que a minha irmã voltou para casa porque ele batia nela e ameaçava, fazia tudo isso aí. Mas que pudesse chegar nesse extremo nunca pensei estou realmente muito triste”.

Os vizinhos contam que a noite do último sábado parecia normal e mudou depois dos disparos saídos do interior da casa. Alfredo Manhiça é chefe de quarteirão “9” foi uma das primeiras pessoas a chegar naquela noite.

“Quando entramos lá encontramos os corpos já estatelados e com a arma de fogo já no chão. Infelizmente e pela primeira vez isso a acontecer aqui no nosso bairro”.

Avó Guida, uma das vizinhas conta que depois dos disparos deu abrigo as duas crianças que saíram as corridas devido a briga dos seus pais.
“Foi um pouco chocante, foi de repente, as coisas foram de repente, prontos, chamamos a polícia, o fogão estava aceso, a polícia apagou o fogão, depois veio SERNIC que veio remover o corpo e foram-se embora.

“A família da mulher questiona porquê desapareceram os vestígios do crime? Enquanto isso a família do homem prefere por enquanto não se pronunciar acerca deste assunto.

Por: O país.

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