Foram retirados vendedores informais nos arredores do Mercado Estrela

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Município de Maputo determina a retirada voluntaria de cerca de 500 vendedores informais que ocuparam muros de vedação e passeios de ruas e Avenidas próximo ao mercado estrela vermelha, para posterior requalificação. Aliás o prazo já foi ultrapassado visto que a retirada de vendedores informais vem acontecendo em diferentes pontos da Cidade.

Já foram várias as tentativas de retirada dos vendedores do mercado estrela vermelha, mas todas foram sem sucesso. A polícia várias vezes invadiu aquele mercado para recuperar assessórios de viaturas supostamente furtados e roubados nos bairros da cidade. Na estratégia do actual elenco do executivo municipal de Maputo, liderado pelo Eneas Comiche aposta na organização da venda informal o que já valeu a remoção de vendedores nos passeios e destruição voluntária de quiosques e barracas. E parece que de novo tenta-se a saída daqueles vendedores, sobretudo dos que ocuparam os muros de vedação, passeios, aliás uma parte da Avenida Emília Dausse que atravessa o mercado tem a circulação condicionada com o estacionamento dos carros à venda. Sucedendo situação similar com a avenida Albert Lithuli e outras vias de acesso próximos à aquele mercado.

Os próprios vendedores incluindo os utentes não circulam livremente nos passeios. Um dos vendedores que tem a banca no passeio concorda em sair, sabendo que esta em local impróprio que poe em perigo a sua vida. “No meu ponto de vista o projecto é bem-vindo, mas também queria apelar o município para que pudesse se organizasse melhor”. Um outro entrevistado que se dedica a venda de material elétrico disse não ser rematável passar a venda daquele material para o mercado Matendene. “E um sofrimento de facto para la onde o município esta a levar-nos, e no matendene, para nos que fazemos este negócio de material elétrico será difícil”

O chefe da comissão dos vendedores do mercado estrela vermelha afirma  que o prazo anteriormente estipulado para retirada voluntaria já foi vencido. João Machava diz ainda que todo trabalho esta sendo feito em coordenação com o Município de Maputo. “O que faz com que estes vendedores até este momento estejam aqui e que la estão a decorrer as obras de preparação de terrenos para os vendedores se retirarem daqui para lá”

O Município de Maputo nega que esteja a destruir o mercado “estrela vermelha”, esclarecendo que o que está a acontecer visa requalificar aquele mercado. Aliás os vendedores já nem deviam estar nos passeios pois que já foram inclusive atribuídos espaços em mercados da Cidade. E neste momento a edilidade está a trabalhar para retirar os vendedores informais, no âmbito da organização da venda informal, o que já aconteceu com os vendedores da baixa, do mercado Mandela incluindo quiosques e barracas que estavam em algumas Avenidas da Cidade de Maputo o caso da Guerra Popular e Zedequias Manganhela.

O Município de Maputo reitera que a retirada de vendedores informais em locais que considera impróprios é irreversível.

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