Inspecção das FADM instada a ser mais implacável face as ameaças de insegurança

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Alguns distritos de Cabo Delgado não vivem sem sossego há mais de dois anos devido a acções de terroristas que assassinam pessoas, destroem e saqueiam bens da população. Insegurança não apenas vivida em alguns pontos desta província. Em alguns locais da zona centro do país, homens armados têm, igualmente, atacado civis, sobretudo ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1). Cenários que levam o Ministro da Defesa Nacional a apelar para o redobrar dos esforços das FADM, principalmente, no que toca à inspecção.

“Um bom inspector é aquele que despido de todo medo e de represálias busca de forma incansável o cumprimento escrupuloso das normas que norteiam o bom funcionamento da instituição onde se encontra a exercer suas funções. Não queremos nesse sector actos administrativos que privilegiem interesses estranhos ao Estado, em detrimento da eficácia dos serviços para os quais juraram servir”, alertou Jaime Neto.

“A omissão de actos ilícitos administrativos, financeiros ou patrimoniais à sindicância e acções inspectivas, não é, e nunca foi, a melhor forma de tomar uma decisão pelos superiores hierárquicos”, acrescentou Neto, em cerimónia de posse de seis oficiais das FADM.

O titular da pasta da defesa nacional no país não foi apenas apelativo em discurso à boa conduta na inspecção. Igualmente, encorajou aos oficiais. “Que persistam na autossuperação, preparação e prontidão combativa mantendo aprumo, civismo e a disciplina, bem como a organização interna, de modo a suplantarmos os desafios que os teatros operacionais norte e centro nos apresentam”, afirmou, em alusão à necessidade de entrega cerrada ao combate contra o terrorismo em Cabo Delgado e os ataques armados na zona centro do país.

Por sua vez, como ordens a cumprir, o inspector-geral de defesa assumiu o compromisso, embora reconheça alguma complexidade nos eventos perpetrados pelos malfeitores.

“As actividades operacionais estão a decorrer. Portanto, nós não vamos trazer uma varinha mágica, senão continuar a encorajar que as Forças de Defesa e Segurança a continuar no terreno a realizar as operações”, referiu Victor Muirequetule, empossado para inspector-geral de defesa.

Entretanto, a insegurança em Cabo Delgado e na zona centro do país é também dependente da boa comunicação no Estado-maior General. Por isso, Aníbal Rafael, que passa a ocupar o cargo de chefe do Departamento de Comunicações assume o compromisso de dinamizar a repartição.

“As nossas comunicações têm todo sistema de segurança. Temos sistema de criptografia, o que impede que as nossas informações caiam para as forças inimigas”, disse o Comodoro.

Os oficiais falavam hoje à margem da cerimónia de posse de oficiais das FADM que passam a ocupar cargos de chefia no Ministério Nacional e no Estado-maior General.

Para além do Inspector-geral da Defesa e o chefe de Comunicações do Estado-Maior-general, outros quatro oficiais também tomaram posse para diferentes posições. São eles, João Baptista Cuinhane, inspector-geral adjunto de defesa, Alberto Idrisse Mugude, chefe do gabinete do ministro. Cipriano Pio, delegado do centro de recrutamento provincial de Nampula e Gil Lucas Ganhane, comandante da unidade de produção de Chókwé.

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