Secretário do estado do desporto sugere mudança do nome da seleção nacional de futebol

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Depois de defender a mudança do nome de guerra da selecção nacional de futebol enquanto apresentador do programa Conexões do Gyl, Gilberto Mendes “libertou-se das amarras” e já vestindo a pele de Secretário de Estado do Desporto decidiu tornar pública a sua posição sobre o debate levantado pela Federação Moçambicana de Futebol que através de uma consulta pública está a perguntar aos amantes do futebol, e não só, se o nome Mambas deve deixar de ser a alcunha de guerra da equipa de todos nós . 

Aos microfones da Rádio Moçambique, Gilbeto Mendes entrou no debate e foi “atirando” para quem o escutava dizendo que “as pessoas tem que se libertar um bocadinho das amarras”, sustentando que “mais do que fazer um debate negativistas sobre se se deve mudar ou não o nome, fazer-se a análise porquê se dá um nome”.

“Os nossos símbolos contam, quem usa símbolos satânicos os identificamos com símbolos satânicos, quem usa símbolos de guerra também, então os nossos símbolos contam naquilo que é a nossa vida e naquilo que os atros conjugam e ajudam a conjugar para a nossa vida”,  começou por dizer Mendes antes de entrar no cerne da questão. 

Prosseguindo a sua alocução, o Secretário de Estado do Desporto disse que “o nome Mambas que o país adoptou e vem nos acompanhando por algum tempo, escolhemos o nome por algum motivo, se calhar para significar que somos venenosos, a questão é: tem servido? Temos sido venenosos o suficiente para honrar o nome?”

Nomes economicamente viáveis 

Depois de colocar estas questões, Mendes mostrou a sua queda pela mudança de nome, apostando num que possa ser mais comercializável. 

“O nome Mambas trás-nos benefícios, dá-nos alguma coisa? Podemos vender isso? Em termos de marketing podemos ganhar alguma coisa com o nome Mambas?”, questionou Mendes para depois dizer “vamos lá supor que a cobras estejam sobre preservação ambiental dá para ganhar dinheiro, com a nossa selecção tornando-se embaixadora das cobras?Não sei?”.

Mendes defendeu que a selecção nacional ganharia mais se adoptasse o nome rinoceronte ou elefante, animais em extinção cuja defesa envolve fundos provenientes de organizações ligadas à biodiversidade. 

 “Se a selecção for embaixadora da proteção de elefantes talvez a gente ganhe dinheiro com isso, se for embaixador de rinocerontes talvez a gente ganhe dinheiro com isso, da preservação, então tudo isso tem que ser equacionado, as pessoas quando fazem análise tem que conjugar todos factores, sempre que alguém pensa em alguma coisa é preciso que quem recebe pense que os que decidiram lançar o debate já pensaram, já reflectiram, já amadureceram, então é sempre bom termos esta reflexão madura, sobre ganhamos o quê mudando o nome, influencia ou não, os símbolos que nós adotamos têm influência na nossa vida ou não?”

O Secretário de Estado do Desporto defendeu que este debate levantado pela FMF é oportuno, sustentando que “fez bem a federação ao levantar este debate e no mesmo as pessoas argumentam as suas posições e no final se calhar ficamos à espera que a federação nos ponha ao dispor dos nomes que provavelmente possam surtir efeito e a gente possa se identificar com um deles”. 

Recordar que Carlos Gilberto Mendes antes de ser indicado para o cargo de Secretário de Estado do Desporto ocupava o cargo de vogal na Direcção da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) presidida por Feizal Sidat, eleita em Dezembro de 2019.

Por: LANCEMZ

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