Em luto oficial, Espanha lembra em silêncio vítimas do coronavírus

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Durante o período de luto nacional que terá início esta quarta-feira, a bandeira será içada à meia haste em mais de 14 mil edifícios públicos e monumentos do país, anunciou a porta-voz do Governo, María Jesús Montero.
Já são quase 27.000 mortes e mais de 235.000 casos de infecção no país.

É “o luto mais longo da nossa democracia”, restabelecida em 1977, disse o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez.

De acordo com o Governo esta é a maior homenagem pública levada a cabo pelo estado espanhol em toda a sua história, num momento em que é um dos países mais afectados pela pandemia mundial.

Os profissionais de saúde exigem que o governo contrate os que foram recrutados para reforçar o sistema de saúde. Querem igualmente equipamento adequado para o duro combate que se trava nos hospitais.

“Têm que nos dar as ferramentas necessárias, têm que nos dar cuidados de saúde para todos, têm que nos dar garantias de descanso e temos que ter equipamento protetor adequado para trabalhar nas melhores condições”, diz um enfermeiro dos cuidados intensivos, citado pela SIC Notícias.

“O nosso papel é tomar conta dos pacientes e como profissionais vocacionados queremos fornecer cuidados de qualidade. E não podemos fazer isso se não tivermos ao nosso alcance os recursos e o pessoal necessário. Com a COVID chegaram muitos reforços e quero tornar muito claro que eles não são reforços, é pessoal necessário”, explica outra enfermeira.

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 52 mil enfermeiros e médicos foram contaminados pela COVID-19 na Espanha.

O rei Felipe VI vai presidir a uma cerimónia solene em memória dos que morreram, assim que o país eliminar as restrições ligadas à pandemia

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