Camionistas são fonte de contágio em Moçambique

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Os camionistas de longo curso que viajam desde países vizinhos serão a fonte mais provável de covid-19 no centro de Moçambique, num dos principais corredores rodoviários

“Já está claro que uma das nossas fontes mais prováveis são os países que estão à nossa volta e o grupo vulnerável são os camionistas de longo curso” e, “pelo caminho, há as compras e trocas que fazem”, pelo que “é preciso ter maior atenção a este grupo alvo”, referiu Stella Zeca, secretária de Estado de Sofala.

A representante do Governo recomendou que se evitem boleias e que haja cuidados redobrados em locais como “parques e postos de combustível”, reiterou.

Após testes que resultaram positivo, dois camionistas da Zâmbia e Maláui foram escoltados na última semana pela polícia até à fronteira.

Depois de Cabo Delgado e Maputo (cidade e província), Sofala é a região com mais casos (12) de infeção pelo novo coronavírus em Moçambique.

O corredor da Beira através da estrada nacional EN6 liga o porto marítimo da Beira no oceano Índico à fronteira com o Zimbábue em Machipanda, servindo aquele e outros países da África austral.

Trata-se de países sem acesso ao mar e que recorrem a Moçambique para receber e escoar mercadorias, fazendo do corredor uma das estradas com mais trânsito de pesados no país.

Moçambique tem 213 casos de infeção pelo novo coronavírus, um morto e 71 pessoas recuperadas.

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