‘Lockdown’ na RSA prejudica indústria de Cimento no país

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O ‘lockdown’ na vizinha África do Sul (algumas restrições já foram levantadas) está entre as causas da escassez do cimento no mercado moçambicano, com destaque para a região sul do país.

Já há algumas semanas que se nota uma escassez de cimento no mercado. Várias obras de construção estão paralisadas. A procura por esta matéria-prima é mais acentuada na região sul do país.

Em entrevista ao “O País”, o director-geral da empresa Cimentos de Moçambique, Edney Vieira, explicou que a baixa oferta deve-se a avaria de um equipamento numa das unidades de produção. A peça é adquirida no mercado sul-africano, mas com as restrições impostas pelo governo de Pretória devido a propagação da COVID-19, o fornecimento (da peça) atrasou mais de 30 dias.

“Temos aí a volta de 20 e 25% a menos de produção, por força da redução do trabalho…segundo tivemos a avaria do nosso equipamento aqui e por conta do lockdown na África do Sul. Só chegou na segunda-feira, a nossa previsão é que eventualmente nos próximos dias, possamos a voltar a trabalhar com mais capacidades”, argumentou Edney Vieira.

Com a produção em quebra, a Cimentos de Moçambique vem acumulando perdas de facturação desde que foi decretado o Estado de Emergência no país. Entretanto, não abre o jogo sobre os reais prejuízos.

“Nós tivemos uma redução importante de vendas. Apesar de hoje existir uma demanda que está superando a nossa capacidade de oferta no mercado do sul especificamente é apenas momentânea. Se contarmos desde o começo do ano, o buraco de vendas é bem maior. Estamos a falar de 15 a 20% de quebras da venda de cimento….mas em números absolutos nós não trabalhamos dessa forma e não é o momento para falarmos disso”, apontou o director-geral da empresa Cimentos de Moçambique.

Para cobrir os prejuízos, a Direcção Geral da Cimentos de Moçambique espera que o Governo adopte medidas pós-COVID-19 para alavancar a indústria.

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