Há 2 anos que não se caçam elefantes na maior reserva do país

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A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) de Moçambique comemora este mês o segundo ano consecutivo sem o abate de elefantes por caçadores furtivos na Reserva Especial do Niassa, a maior do país, anunciou esta segunda-feira a entidade.

Na mesma data, a ANAC celebra o seu 9.º aniversário e também “a redução da incidência de actos de caça furtiva, em especial do elefante (com destaque para a Reserva Especial do Niassa)”, lê-se no comunicado distribuído esta segunda-feira à imprensa.

A ANAC assinala o seu 9.º ano com o lema “As Nossas Soluções estão na Natureza” e que é uma “mensagem de apelo para que todos olhem mais para os ecossistemas como a base da nossa sobrevivência como espécie humana”.

Além dos dois anos sem registo de abates de elefantes na maior área protegida do país, a ANAC registou também um aumento das receitas das áreas de conservação no país, que subiram dos cerca de 27 milhões de meticais , em 2012, para perto de 180 milhões de meticais em 2019.

O crescimento da receita permitiu a “melhoria das condições de vida e meios de subsistência das comunidades locais e o financiamento de projectos comunitários de geração de renda das famílias”, acrescenta.

Apesar dos resultados, a ANAC apontou o “reforço do combate à caça furtiva, a melhoria da capacidade de gestão, a auto-sustentabilidade na gestão das áreas de conservação, a formação dos recursos humanos” como alguns dos seus desafios.

A caça furtiva em Moçambique tem sido uma grave ameaça à vida selvagem no país, tendo reduzido drasticamente algumas espécies, segundo dados oficiais.

De acordo com os últimos dados da ANAC, desde 2009, o país perdeu pelo menos dez mil elefantes e, só na Reserva do Niassa, com uma extensão de 42.400 quilómetros quadrados, o número total desta passou de 12.000 para 4.400 em três anos (entre 2011 e 2014).

Relatórios mais recentes indicam que o país perdeu, entre 2011 e 2016, 48% da população de elefantes, correndo o risco de ser banido do comércio internacional de derivados da espécie, devido à falta de clareza na gestão dos animais.

A ANAC gere sete parques moçambicanos, igual número de reservas e quatro áreas transfronteiriças de gestão conjunta que abrigam, na globalidade, 5.500 espécies de plantas, 220 espécies de mamíferos e 690 de aves.

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