Misau desaconselha uso de túneis de desinfecção

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O ministro da Saúde, Armindo Tiago, disse esta tarde, na habitual Conferência de Imprensa de actualização de dados sobre a COVID-19 em Moçambique, que o uso de túneis desinfectantes que têm sido instalados em paragens de autocarros, mercados, hospitais, não é recomendável para a prevenção da Covid-19 por não ter nenhum efeito neste processo, para além de ser passível de provocar outras doenças.

O governante explicou que, para além da aplicação de spray desinfectante sobre o corpo não ter nenhum efeito sobre o vírus que se encontra no interior do organismo, as pessoas não infectadas não ficam protegidas e as infectadas continuam a transmitir o coronavírus, mesmo depois de passarem por um túnel de desinfecção.

“Existem ainda riscos ambientais pelo uso dos túneis de desinfecção, devido ao escoamento de uma quantidade significativa de produtos químicos nos sistemas de esgoto e de drenagem”, referiu, salientando que os cientistas são consensuais em considerar que estes mecanismos podem dar às pessoas uma falsa sensação de segurança e promover o relaxamento das medidas de prevenção eficazes contra a COVID-19.

O ministro referiu que após a avaliação dos novos conhecimentos científicos, a Comissão Técnico Científica que presta assessoria ao governo no combate ao novo coronavírus, não recomenda o uso destes túneis ou outros mecanismos de pulverização humana, usando agentes químicos como forma de prevenção da pandemia.

“A Comissão Técnico Científica recomenda que seja abandonada em Moçambique a utilização dos túneis de desinfecção de pessoas, e apela para que a boa vontade e os esforços dos promotores e apoiantes destes meios sejam reorientados para o suporte de outras formas de intervenção que sejam eficazes e isentas de riscos”, referiu o ministro da Saúde, indicando que os túneis já existentes poderão ser reutilizados para outros fins e não necessariamente para a desinfecção de pessoas.

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